ORGULHO NERD É COMEMORADO EM CAXIAS

O Dia do Orgulho Nerd tem origem na Espanha, onde nasceu, em 2006,   “Dia del Orgullo Friki“. Pouco tempo depois, chegou aos Estados Unidos, ganhando a tradução GeekPride Day e logo, se espalhou pelo mundo. Embora não haja registro de quando começou a ser comemorado no Brasil, o movimento Nerd é responsável por muitos eventos no país. Este ano, o Museu Ciência e Vida, em Duque de Caxias, promoverá a Semana do Orgulho Nerd, de 21 a 24 de maio. Entre as atrações estão Oficinas Sabre de Luz, Varinha Mágica, a Maratona Sci-fi, além das palestras Empreendedorismo Criativo e Mercado de Games.

O Dia do Orgulho Nerd, comemorado em 25 de maio, também é conhecido como “Dia Da Toalha”. A data foi escolhida por conta da morte do escritor, Douglas Adams, autor do livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. Em sua obra, o jovem viajante Arthur, com ajuda de seu amigo alienígena Ford Prefect, escapam do fim do mundo e só levam uma toalha que, segundo Ford, é uma das mais complexas ferramentas já inventadas desde o Big Bang. Os fãs decidiram que, no quadragésimo dia após a sua morte, lhe seriam feitas às homenagem. O número 42, surgiu da clássica pergunta feita pelos alienígenas ao super computador em busca da resposta  para a vida. Entretanto, os fãs perceberam que demoraria muiro e acabaram escolhendo o dia 25 de maio, avant première de Star Wars.

O termo “nerd” é utilizado para nomear pessoas com gostos específicos. Os Gamers, pessoas que entendem muito de jogos e fazem disso sua maior rede de entretenimento e/ou até profissão. Os Geeks, são aqueles que fazem parte do universo da tecnologia. Os RPGistas, participam de disputas de Role Playing Games.E os Fandom, são os grupos de fãs de uma certa obra, como por exemplo os fãs da saga Harry Potter, mais conhecidos como potterhead.

O UNIVERSO GEEK E A IMPRESSORA 3D

Participante da  iniciativa jovem shell

O estudante de engenharia mecânica,  Lucas Lima, de 24 anos, afirma que ser nerd e curioso, o levou a lugares que nunca pensou em chegar. Lucas começou fazendo  varinhas “mágicas” para Hogwarts Experience, acampamento temático Harry Potter que aconteceu no Rio de Janeiro e em São Paulo, em 2016. Após o fim da  febre dos eventos do bruxinho, Lucas começou a modelar bonecos, o primeiro foi o morcego Bartok da animação Anastásia. Em abril de 2018, durante o estágio no laboratório maker na UNISUAM, ficou impactado com a impressora 3D Makerbot. Criativo e curioso, sabendo que a impressora era muito cara, resolveu montar uma de baixo custo e fez sua primeira impressora com sucata eletrônica que custou somente R$680,10. “A impressão 3D virou um vício e um trabalho para mim. Atualmente, tenho ao todo três impressoras e construindo mais uma”, comemora. Participando do Shell Iniciativa Jovem, Lucas tem como meta fazer uma fábrica de impressoras 3D no complexo do alemão e com isso,  levar a tecnologia aos jovens da comunidade.

FANDOM POTTERHEAD

Juliana Ribeiro (foto direita) e Delania Bordone (foto a esquerda) se conheceram nas férias de verão de 2016, em um acampamento, no Rio de Janeiro, cujo tema era o bruxinho Harry Potter. Elas, que se consideram Potterhead, colecionam diversos itens da saga e  já visitaram os estúdios Warner, em Londres. Juliana, perdeu as contas de quantas vezes fantasiou entrar no salão comunal. Já Delania, que atualmente passa uma temporada nos EUA, pôde realizar passeios que todo fã de Harry, sonha. Em Orlando, ela esteve na Universal e pode curtir Islands of Adventure. De férias em  Londres, ela desfrutou do Hogwarts, quando visitou os estúdios Warner. “É clichê dizer que eu realizei o maior sonho da minha infância, mas não é aquele sonho que você realiza e te sacia, é um sonho que você realiza e quer realizar de novo e de novo. É uma das certezas que eu tenho na minha vida é que eu vou amar Harry Potter, é algo que   ajudou a formar meu caráter, me ensinou sobre valores, me ajudou a passar por situações ruins”, emociona-se Delania.

RPG e GAMERS

Mestre em RPG há dois anos, Matheus de Assis é o responsável por criar as histórias, as fichas dos personagens e fazer a narração durante o jogo. No RPG, é usado um dado de 20 lados que determina, por exemplo, o quão bom o personagem é em cada ação. O jogo é bem dinâmico “é um momento de construir algo coletivo, interagindo… passa a fazer parte da sua vida. Você passa a viver sua própria fantasia” afirma.  Algumas regras podem ser encontradas no livro D&D – Dungeons e dragons, como por exemplo, o que define o que um mago ganha quando sobe de nível? Isso se encontra no livro. Apaixonado, Matheus costuma jogar RPG com seu grupo, todo sábado.  

Faça a diferença na vida de alguém!

O Instituto Estadual de Hematologia Arthur Siqueira Cavalcanti, o HEMORIO, em parceria com a Unigranrio e a Atlética do Curso de enfermagem, realizou, ao longo  desta segunda-feira(20),  um evento em prol da doação voluntária de sangue. Atualmente, o estoque do HemoRio encontra-se em estado crítico, todos os tipos de sangue estão falta, em especial os do tipo O– e O+. No mês de abril foram coletadas 1.800 bolsas a menos, se comparado ao mesmo período do ano de 2018. Diante das diversas tragédias que aconteceram logo nos primeiros meses de 2019, vale a pena ressaltar que 450 ml de sangue, ajuda a salvar até 4 vidas. Continuar lendo “Faça a diferença na vida de alguém!”

“Nem Todo Esconde-Esconde é Brincadeira”: OAB e Unigranrio buscam conscientizar sobre abuso sexual infantil 

Neste sábado (18), Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual da Criança, muitos debates acontecerão pelo pais, buscando debater com a sociedade a melhor forma de lidar com o assunto. Em Duque de Caxias, a Ordem dos Advogados do Brasil(OAB) promove, na próxima segunda-feira (20), em parceria com a Unigranrio, a palestra “Nem Todo Esconde-Esconde é Brincadeira”. O objetivo é chamar atenção dos acadêmicos para este assunto e, quebrar o silêncio sobre esses crimes, que ocorre em 69,2% com crianças e 58,2% com adolescentes, dentro de suas próprias casas.

Segundo o relatório Out of the Shadows, publicado pela revista britânica The Economist, o Brasil é o 11º melhor colocado, em um ranking de 40 países, que analisa os itens como a segurança, leis de proteção às crianças, compromisso e capacidade dos governos e, o engajamento do setor privado, da sociedade civil e da mídia, como forma de proteger menores de 19 anos. Mas, mesmo que o Brasil esteja acima da média, com 62,4 na pontuação, o país ficou para trás no quesito “compromisso e capacidade dos governos”, com 48,1 pontos, sendo que a média mundial ficou em 50,4. O relatório considerou várias formas de violência sexual de crianças e menores, como abusos e exploração, incluindo exposição a imagens e linguagem sexuais, casamento infantil, exploração sexual de crianças e estupros, entre outros.

Marcia Callado, Presidente da Comissão dos Direitos dos Adolescentes da OAB de Duque de Caxias, afirma que o objetivo do evento, é conscientizar as pessoas sobre a importância de prevenir e denunciar casos de violências contra crianças e adolescentes.“São crimes que chocam pelo seu requinte de crueldade. A sociedade civil de Duque de Caxias, representada por instituições que realmente têm um trabalho bacana, em prol dos Direitos da Criança e do Adolescente, se juntaram para chamar a atenção para a importância de mobilizar e destacar o Disk 100, como principal canal de denúncias sobre violação dos Direitos Humanos. O evento acontece na sede da OAB em CAxias, na Av. Perimetral Curupaiti, nº 100, Jardim 25 de Agosto. As inscrições podem ser feitas pelo telefone (21) 2675-6600.

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JOB DAS GALÁXIAS

A Marco Zero, agência-escola do curso de Publicidade e Propaganda da Unigranrio, lançou nesta terça-feira(14), o “Job das Galáxias”. O projeto visa selecionar 10 alunos dos cursos de publicidade e jornalismo, que tenham seus próprios negócios e estejam vendendo seus produtos ou serviços informalmente. O objetivo  é ajudar com toda parte de criação de identidade visual, mídia digital, impressa e peças publicitárias, melhorando toda a comunicação visual do negócio.           

Dihmas Novaes, estagiário de planejamento

 O estagiário de planejamento, Dhimas Novaes contou ao Ponto de Partida que a iniciativa é fruto de uma pesquisa que aponta que muitos alunos têm dificuldade em divulgar seus produtos ou serviços. O nome dado ao projeto, foi ideia do Dhimas, e  mostra que o desejo dos profissionais que irão realizar os trabalhos é de que quando as pessoas recebam esses jobs, achem de “outro mundo”, que não fosse comum, fosse além. “Identificamos que existe esse empreendedorismo dos nossos alunos e a partir dessa percepção nos resolvemos apoiar essa ação empreendedora dos alunos”  afirma o coordenador da Marco Zero, professor Marco Vinicius Alves Pinto. Para participar do processo de seleção, é necessário preencher um cadastro no endereço http://canal.unigranrio.com.br/marcozero/ , no período de 14 a 17 de maio. Podem participar empreendedores em acessórios, artesanato,  alimentos e colecionáveis. Os dez (10) primeiros alunos que cumprirem todos os requisitos serão selecionados e terão seus negócios trabalhados.  Entre os dias 20 e 24 de maio, os selecionados se reunião com o diretor de arte e o estagiário de planejamento para definir detalhes da produção. A ideia é tornar o projeto permanente e, a cada semestre,  aumentar o número de selecionados. Este projeto será o piloto e vai testar a demanda do fluxo de trabalhos para a equipe, ajudando para que depois possa ser abertos aos demais mais cursos. “O espaço da Marco Zero é um lugar não só para a experimentação profissional, como também um laboratórios para novas ideias. Ajudar os nossos alunos em seus empreendimentos pessoais, é uma ideia muito bacana. Acredito que logo, logo, o projeto será aberto ao publico em geral”, comemorou Ana Condeixa, coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda.

Racismo não é coisa rara, não senhor!

Considerando que os principais veículos de comunicação do país ignoraram a data de 13 de maio e os poucos que falaram sobre, não trouxeram uma reflexão crítica, o Ponto de Partida decidiu trazer a abolição como tema de reflexão. Somado a isso, há poucos dias, o presidente afirmou, em entrevista a Luciana Gimenes, que racismo é coisa rara no Brasil. Os 131 anos da abolição da escravatura, comemorados ontem, 13 de maio, marca a data em que a Princesa Isabel, assinou a lei Áurea e libertou os escravos. A Lei, de uma linha só, tem o seguinte texto: “é declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil”. Entretanto, os poetas mangueirenses, Hélio Turco, Jurandir e Alvinho, se perguntaram, em 1988, “Será que já raiou a liberdade/ Ou se foi tudo ilusão/Será, que a lei Áurea tão sonhada/Há tanto tempo assinada/Não foi o fim da escravidão”.

       A Assistente Social, Rosane Ferreira, em entrevista ao Ponto de Partida, afirma que o 13 de maio é mais um dia de luta, pois não há o que comemorar. “O dia 13 de maio não é de comemoração para os negros, porque depois de libertos eles foram jogados à própria sorte, sem acesso à educação, saneamento básico, a saúde e a direitos fundamentais que tornasse o negro um cidadão de fato”, nos conta. Na opinião da professora, não se pode negar os grandes avanços, como a lei de cotas em universidades e em concursos públicos, mas os impactos da escravidão ainda são muito visíveis. “Há muitas reparações a se fazer. No mercado de trabalho, por exemplo, são poucos os negros em posições de destaque dentro das empresas, fora todo racismo e violência que ainda sofremos”, defende.

      Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), das 100 das pessoas que são assassinadas no Brasil, 71 delas são negras. A taxa de homicídios de negros e negras, entre 2005 e 2015, aumentou 18,2%. Os dados só reforçam que a liberdade do povo preto é uma falácia. Nas 500 maiores empresas do Brasil, só 5,3% de vagas em cargos de liderança, são ocupados por pessoas negras. Se falarmos em remuneração, homens negros recebem 60% do salário de homens brancos e mulheres negras recebem 40% do salário de homens brancos. Em relação às taxas de desemprego, 6% são ocupadas por homens negros e 12% por mulheres negras.

            Ainda segundo a professora Rosane, os negros foram libertos, mas não houve sequer um planejamento. A figura doce da Princesa Isabel, pintada por parte da imprensa da época, se sobrepõe ao fato de que o Brasil foi o último país a por fim a escravidão. Grande nomes  marcaram o  processo pós-abolicionista no final do século XIX e fomentaram a ideia de cidadania para população negra, como por exemplo,  Ferreira de Menezes, escritor, advogado e fundador do jornal Gazeta da Tarde (RJ); Luiz Gama, advogado, jornalista e escritor; Machado de Assis, escritor; José do Patrocínio, farmacêutico e jornalista; Vicente de Souza, professor e médico; André Rebouças, engenheiro, não são tema das aulas no ensino fundamental.

A liberdade para o negro foi apenas um instrumento para que o escravo pudesse deixar as fazendas, mas não o livrou da miséria, das favelas. E por falta de planejamento e cuidado, o racismo está na estrutura da nossa sociedade. Não está só no xingamento, na violência, está na exclusão, no silenciamento, na forma como a sociedade vê e se relaciona com os negros. O racismo está no silêncio, quando não nos posicionamentos, quando não trabalhamos sensibilidade e respeito. Ubuntu! Viva Zumbi, Viva Ivone Lara, Clementina de Jesus, viva os milhões de negros.

SUICÍDIO: UM TABU A SER COMBATIDO

Assunto pouco discutido, apesar dos dados alarmantes que mostram que a cada 40 segundos uma pessoa alguém atenta contra própria vida no país – o suicídio é um tabu a ser quebrado. Hoje, no Brasil, 17% dos cidadãos já pensaram em suicídio, 4.8% tiveram êxito, o que corresponde a 25 pessoas que tiram a própria vida por dia. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), comprovam que o Brasil é o 8º país com mais suicídios no mundo e que apenas 28 países possuem planos estratégicos de prevenção, dando margem para que outros casos aconteçam.

No Brasil, uma das iniciativas adotadas como medida preventiva para casos como esse, foi a criação do Centro de Valorização da Vida. Fundado em 1962, o CVV é uma associação sem fins lucrativos e filantrópica que presta serviço voluntário e gratuito para todas as pessoas que quiserem e precisarem conversar. Sob total sigilo e anonimato, os atendimentos podem ser feitos pessoalmente, por telefone, chat ou e-mail.

Para a psicanalista Consuelo Pareto, esse tipo de auxílio é fundamental, já que muitas pessoas têm resistência em falar com um profissional. “Essa liberdade que o CVV dá as vítimas é fundamental. O fato de ser algo anônimo, faz com que as pessoas se sintam mais vontade para falar de sua vida e seus medos, diferentemente de quando precisam se consultar com um psicólogo”, aponta. Na opinião de Consuelo, a maioria se sente desconfortável. Alguns pacientes, que nos primeiros meses, demonstraram muita resistência em se abrir. Enfrentar tudo isso é um processo lento e que demanda paciência. A psicanalista ainda alerta que é muito frequente que os casos de suicídio partam de pessoas que estão em estado depressivo. “Não é um padrão. Você não precisa estar necessariamente com depressão para cometer suicídio, mas há uma incidência maior em pacientes nesse estado”, alerta.

Fonte: Cristiane Cunha, psicóloga e psiquiatra

Esse estado depressivo o qual aponta Consuelo, levou a auxiliar de escritório Euzimar Daruiz tentar tirar sua própria vida. Ela nos conta que apesar de já se ter se passado alguns anos, desde que tudo aconteceu, é algo que até hoje a causa muita dor. “Tudo começou quando eu tinha 18 anos. Meus pais se separaram e eu fiquei morando sozinha com a minha mãe, que se casou novamente depois de três anos. ” Euzimar relata que sua mãe estava apaixonada e tudo girava em torno do relacionamento. As duas viviam discutindo, até chegar ao ponto de expulsa-la de casa, fato que a fez morar com sua avó. Euzimar ficou semanas sem falar com mãe, até que um dia, sozinha na casa da avó, pegou a caixa de remédios no banheiro e tomei uns dez de uma vez. “Eu só queria dormir, parar de sentir tudo aquilo”, conta a entrevistada.

Fonte: Euzimar Daruiz, 43 anos.

Ela teve a sorte de ter sido encontrada pelo primo, que a viu jogada no chão do banheiro e logo teve a reação de jogá-la no chuveiro. Aos poucos, foi recuperando a consciência e levada ao hospital. Este episódio permitiu que, depois de um tempo, ela voltasse a morar com a mãe. Mesmo depois, inúmeras brigas com o padrasto envolvendo até mesmo agressões físicas, eram frequentes. “O acumulo de todas essas situações me geraram transtornos sérios, tinha medo de sair de casa, chorava incontrolavelmente e passava mal de ansiedade”, finaliza.

Euzimar ainda nos conta que depois de sua tentativa de suicídio, acabou conhecendo o CVV e se interessou pelo projeto. “Eles foram fazer uma palestra perto de onde eu morava, em nova Iguaçu. Na época eles ainda estavam divulgando a fundação”, comemora. A entrevistada ainda conta que ficou tão encantada com o trabalho deles que resolveu fazer parte da equipe de voluntários. “Todos são muito cautelosos em relação a escolha dos voluntários. Passei por uma série de entrevistas e avaliações antes de realmente começar o trabalho”, esclarece. Em um de seus relatos, Euzimar conta que atendia casos de vários tipos, desde situações mais fáceis de se resolver como por exemplo, briga de namorados, até os mais extremos como depressão e ansiedade. “Geralmente a depressão em jovens e adolescentes estava relacionado a conflitos familiares ou amorosos, uso e/ou abuso de drogas lícitas e ilícitas, bullying, traumas afetivos emocionais como abuso sexual ou maus tratos dentro ou fora de casa”, finaliza.

Fonte: Cristiane Cunha, psicóloga e psiquiatra

Segundo a psicóloga e psiquiatra Cristiane Cunha, não existe um perfil de pessoa suicida, o que existe são grandes sofrimentos que causam extrema dor ao ponto de fazer com que as pessoas decidam desistir da vida. “A angustia aplaca o sujeito de tal forma que o faz não querer pensar em nada. Tudo que ele quer é se livrar da sensação de mal-estar. Isso muitas das vezes é o que leva algumas pessoas a casos de tirarem sua própria vida”, esclarece.

Mas afinal, por que no Brasil, o suicídio ainda é visto como Tabu?

Para Cristiane, a sociedade ainda possui um pensamento muito arcaico acerca do assunto. “Tem muita gente que acredita que falar de suicídio só encoraja o ato. Eu tenho certeza que não”, argumenta. A doutora acredita que através de uma pergunta simples e direta, o paciente tem a oportunidade de expor sua dor, seus sentimentos e angústias. Em sua grande maioria, a vítima não quer morrer, ela quer ser livre do tormento, e consequentemente, vê a morte como saída. Segundo ela, é fundamental que se ofereça caminhos mais saudáveis, formando uma rede de apoio ao paciente e fazendo-o compartilhar sua dor para ameniza-la aos poucos. “A melhor solução para se combater os altos índices de suicídio, certamente não se encontram no silêncio da sociedade ou simplesmente evitando se falar do assunto”, opina. A psicanalista Consuelo destaca que a sociedade vive em um mundo movido pela aparência, além da falta de cuidado e de empatia com o próximo. Isso faz com que a maioria enxergue o suicídio como uma solução dramática e uma forma covarde de desistir da vida. “Infelizmente as pessoas preferem ignorar atos como esse, encarando a vítima como alguém covarde e sem fé”. Consuelo acredita que essa situação propicia a ausência de debates sobre esse problema”, finaliza.
Texto produzido pela aluna Barbara Macedo e supervisionado pela coordenadora Ana Cláudia Condeixa.

Três em um: as mães que se desdobram entre trabalho e estudo

Todo segundo domingo do mês de maio, comemoramos e homenageamos a figura de maternidade que temos em nossas vidas, a agradecemos pelos cuidados, pelo carinho e pela dedicação à nós e a nossa família. A imagem de mulher forte e multitarefas, sempre esteve presente no dia-a-dia, mas hoje, a imagem da mãe, está ligada a vida de dupla, tripla e até quarta jornada. Continuar lendo “Três em um: as mães que se desdobram entre trabalho e estudo”

Caxias abusando da criatividade


Aconteceu na noite desta segunda-feira(07), na Biblioteca Leonel de Moura Brizola, em Duque de Caxias, o encontro “Cidades Criativas”. O programa de incubação é voltado para empreendimentos e é coordenado e criado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, em 2009, e, desde então, o Projeto Incubadora Rio Criativo, como plataforma para a implantação de políticas públicas para este segmento econômico. Tem como objetivo, estimular o expressivo potencial da Economia Criativa para o desenvolvimento econômico e social do Estado do Rio de Janeiro, e é realizado através de uma parceria entre o Programa Integração pela Música – PIM, a incubadora Nós de Rede e a produtora Realize Cultura .

     Atualmente, o programa está voltado para três cidades, Duque de Caxias, Vassouras e Valença. A escolha partiu de um estudo do cenário cultural. A ideia é realizar um processo nos setores da economia criativa, incluindo animação, artesanato, artes cênicas, artes visuais, arquitetura e restauração, audiovisual, cultura popular, design de moda, games, gastronomia, literatura, mercado editorial, musica, marketing digital, publicidade, rádio, TV, turismo cultural e  software (aplicado à economia criativa); terão mais duas ações abertas para entender e filtrar os empreendedores e os futuros empresários, e serão escolhidos dez desses para receber consultoria específica nas áreas de: mentoria, plano de comunicação, assessoria jurídica, ajuda para conseguir financiamento, gestão financeira, montra canvas, e por último o Pitching com treinamento e apresentação. Esse processo possibilitará o trabalho em rede gerando oportunidades para realização ou criação do projeto. “ Olhamos para a economia criativa de uma cidade,identificamos o que tem de bom, o que precisa melhorar e seus problemas e tentamos solucionar “ conta Diogo Oliveira, secretário do projeto.Quem tiver interesse em conhecer mais é só ficar de olho no instagram: https://www.instagram.com/riocriativo/?hl=pt-br , onde  vão disponibilizar o link de inscrição para os próximos dois eventos abertos.

A maratona toma às ruas de Nova Iguaçu

A primeira corrida Comcpator Run do dia do trabalhador reuniu amadores e profissionais em torno do esporteInicio da competição

O Dia do Trabalhador, 1 de maio, em Nova Iguaçu, foi marcado pela primeira edição Compacto Run-corrida do trabalhador em Nova Iguaçu. O evento reuniu mais de 1.200 inscritos entre profissionais, amadores e famílias em torno do esporte. A meia maratona com percurso de cinco quilômetros teve início as nove da manhã no Shopping Nova Iguaçu e a linha de chegada no SESI.

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Luquian de Carvalho, 26 anos 

     Luquian de Carvalho da Silva que completou 26 anos, no dia da prova, ganhou de presente a vitória na competição. Natura de Belford Roxo ele pratica esportes há 16 anos. Para ele, a corrida é tudo, é saúde e ele não pretende sair desta vida nunca mais. Jenison Figueiredo, de Bangu, defende que a pratica de corrida o ajudou a superar o sobrepeso e de quebra lhe deu a sensação de liberdade. “Pessoas que nunca vi na vida nos incentivavam a correr e a seguir em frente”, disse emocionado. Raphael do Sacramento, morador de Nova Iguaçu, correu com seu filho. “Correr em família é uma sensação maravilhosa, principalmente para mim que sou profissional da área. Incentivar o meu filho a pratica esportiva, é uma satisfação muito grande.”, revelou. Lourdiana Costa Torres, do Grajau, e Bruno Ruler, de Nilopolis, já participaram de outros eventos similares, no Aterro do Flamengo e na Lapa, é a primeira vez deles na Baixada.

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Jenison Figueiredo, de Bangu

Todos os atletas ressaltam a importância do preparo físico para este tipo de competição ”eu me preparo uma semana antes da competição fazendo refeições mais leves e exercícios não tão pesados para estar com o corpo disposto para o dia. As maiores dificuldades para iniciantes desta competição é a questão do preparo, da alimentação, do sapato certo para competição… ”. Segundo a organização, a proposta é transformar o evento em uma tradição do Dia do Trabalhador e incentivar a pratica esportiva. De acordo com Edgar Oliveira, Coordenador do evento, o objetivo foi alcançado, “uma prova curta, mas que agrega a todos, quem quis correr correu, quem quis caminhar caminhou. Com famílias aqui dentro e um clima agradável as expectativas foram alcançadas para este primeiro ano”, comemorou.

Edgar Oliveira Coordenador da competição
Edgar Oliveira, Coordenador do evento

Texto escrito por: Augusto Vinicius, aluno do 8º período e supervisionado pela coordenadora Ana Cláudia Condeixa.

Dia da Baixada Fluminense é comemorado em Caxias


      Hoje, dia 30, é comemorado o Dia da Baixada Fluminense. Para comemorar, a Prefeitura de Caxias, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, organizou diversas atividades na Praça do Pacificador, que começou às 9 horas e tem previsão de terminar às 18 horas. O evento, tem por objetivo divulgar os talentos, as empresas locais, além de mostrar os caxienses, a importância e a relevância do município. Isso, além agregar valor aos artistas, empresário e moradores do município, mostrando os pontos positivos e fomentando a cultura e educação local.

     Durante todo o dia de hoje, a Expo Social estará à disposição dos moradores. O evento é um grande encontro de parceiros, de diversos ramos do comércio. Que chegar encontrará vários serviços como: corte de cabelo, exame de vista, óculos com preço popular, aferição de pressão e glicose, plano de seguro de automóvel com preços abaixo do mercado, descontos em cursos profissionalizantes, caricaturas e etc.

Á noite, apresentações musicais, espetáculos teatrais e exibição de filmes de cineastas caxienses, encherão de energia o Teatro Raul Cortez. “Nós reconhecemos a importância da Cidade e tenho a certeza que a Baixada Fluminense é o braço forte do Estado e nós temos que ter orgulho por isso estamos hoje aqui comemorando o dia da Baixada Fluminense”, comemorou, Fábio Ramos, diretor de Eventos da cidade.