MULHERES NEGRAS SE UNEM EM MARCHA CONTRA O RACISMO E O SEXISMO

Ontem, 28 de julho, a praia de Copacabana foi palco da quinta Marcha da Mulheres Negras. Com o tema “Mulheres negras resistem: movimento por direitos, contra o racismo, o sexismo e outras formas de violência”, o ato fez parte das comemorações do dia da mulher negra latino-americana e caribenha, celebrado em 25 de julho. A caminhada, de posto 2 ao 4, reuniu mulheres de diferentes regiões do estado para, entre outras coisas, lembrar os 500 dias do assassinato da vereadora Marielle Franco e cobrar o mandante e a motivação do crime. Promovida pelo Fórum Estadual de Mulheres Negras, a Marcha contou com a presença das deputadas Renata Souza, Mônica Francisco, Érika Malunguinho e Benedita da Silva, a ex-Secretária de Cultura do Município do Rio, Nilcemar Nogueira, a vereadora Verônica Lima se uniram às militantes e às mulheres anônimas. 

Foto: Fernando Frazão – Agência Brasil

Texto de Ana Cláudia Condeixa.

O AMOR ESTÁ EM TODO LUGAR

Finalmente chegou, o Dia dos Namorados, data onde o romantismo
impera. O Ponto de Partida que é o maior fã das boas histórias,
principalmente das histórias de amor, não poderia ficar de fora. E é por
isso, que resolvemos reunir as narrativas mais inusitadas para mostrar
que o amor não está apenas no ar, mas em TODO lugar! Quem já
imaginou encontrar o seu amor do outro lado do mundo? Ou na
faculdade, lugar mais corriqueiro? Na rua onde mora? Ou ainda, em
aplicativos de relacionamento? Buscamos os variados casais para saber
um pouco mais sobre suas histórias de amor. Mas antes, você sabe
como surgiu essa comemoração tão adorada pelos apaixonados?

Valesca Coutinho e Rodrigo


Vamos começar para a história de Valesca Soares e Rodrigo, típico casal de
novela. Os dois já se conheciam desde os cincos anos de idade, mas o
sentimento só veio à tona tempos depois. Os dois perderam o contato e
acabaram se reencontrando no supermercado, em 2016. Foi só neste
momento em que trocaram telefone e, no dia 22 de maio do mesmo ano,
depois de muitas conversas no Facebook, que pedido de namoro aconteceu.
Hoje, eles estão de casamento marcado. Fofos, né?

Beatriz Nóbrega e Jean Cláudio

Outro casal que se conhecia há anos, mas só engatou um romance depois de
um tempo, foi Beatriz Nóbrega e Jean Claudio. Os dois se conheceram em
2000, quando Jean, antes de se mudar para Campos dos Goytacazes,
brincava com Beatriz no quintal da família. O casal tem um primo em comum.
Os jovens voltaram a se falar através das mídias sociais e, em 2014, iniciaram
um namoro que logo terminou. Depois de dois anos afastados, voltaram a se falar e, em 2017, reataram o namoro, noivaram em abril de 2018 e estão de
casamento marcado para novembro de 2019.

Imagem tirada da internet.

Existem ainda aqueles casais que enfrentam até mesmo a distância para continuar vivendo seu amor. É o exemplo da Jessica Sá e Jordi. Os dois se conheceram através de um aplicativo de relacionamento e começaram a conversar. Hoje, eles mantêm uma relação à distância, Jessica no Rio de janeiro e Jordi, em Barcelona. No começo, Jordi não sabia falar o português fluentemente, então Jéssica decidiu ensinar a seu amado. Atualmente, o rapaz pretende passar suas férias do Brasil para finalmente conhecer Jéssica, no Rio de Janeiro. A jovem afirma que, apesar da distância, se sente segura com o carinho que recebe e diz que está dando um passo de cada vez por conta de viverem um relacionamento diferente dos
demais.

Conheça os casais, que se conheceram na UNIGRANRIO.

Quem nunca conheceu o amor da sua vida dentro da sala de aula? Ou por
conta das trocas de olhares nos corredores da faculdade? A história de Nathália Braga e Yan Miranda , não foi muito diferente. Eles se conheceram em 2015, no
primeiro período do curso de jornalismo da Unigranrio. Yan, havia mudado de
direito para jornalismo e Natalia logo se prontificou a colocá-lo no grupo de
whatsapp da turma. Foi aí começaram a conversar e descobriram vários gostos
em comum, como por exemplo, uma página de futebol no Twitter. Os amigos,
sabendo que Natália estava interessada no rapaz, começaram a dar uma força
jogando piadinhas. No segundo período, no dia 15 de setembro, o casal
assumiu um compromisso e estão juntos desde então. Nathália e Yan afirmam
não ter planos para o futuro, apenas vivem o seu amor sem pensar no amanhã.

Barbara Macedo e Julio Cesar.

O coração de Bárbara também foi fisgado por Julio, na faculdade. Os estudantes de jornalismo se conheceram por acaso, em março de 2018. Bárbara estava indo fazer um trabalho quando esbarrou com Julio, que estava na mesa da praça de alimentação do shopping junto com amigos em comum. Na época, Bárbara tinha um blog de entretenimento que dividia com uma amiga. Conversando, Julio contou também sobre sua página de futebol inglês e se prontificou a escrever uma matéria e ajudá-las a divulgar o conteúdo. A partir disso, começaram a trocar mensagens no whatsapp todos os dias. Sempre davam um jeito de estarem juntos nas reuniões de amigos. Nas férias,
não paravam de conversar, era o dia todo até as 3 da manhã. Até que em um
desses papos, Julio e Bárbara resolveram abrir o jogo e contar tudo o que sentiam um pelo o outro. Não demorou muito e os dois marcaram um encontro,no qual deram seu primeiro beijo. No dia 7 de maio do mesmo ano, começaram a namorar e já estão há um ano vivendo o romance.

Para esta história ficar mais legal, não podíamos deixar de contar a história de Daniel e Lucas. Os dois são a prova de que os opostos realmente se atraem. Lucas nos conta que eles se conheceram no trote do curso de turismo da UFRRJ. Segundo o rapaz, nunca passou pela cabeça dele ter um relacionamento com Daniel, porque os dois tinham estilos de vida muito diferentes. Mas, os dois foram fisgados pelo cupido. Se aproximaram pouco a
pouco, tornaram-se muito amigos e logo se apaixonaram. “Estamos juntos há
mais de dois anos e sou muito grato por esse amor que eu acredito ter sido um
presente de Deus”, finaliza Lucas, emocionado.

Daniel e Lucas

O amor também estar no bar, não é à toa que a história de Bruna e Bárbara
teve o ambiente como cenário principal. Tudo começou em 2015. Bruna
cantava em um bar na Vila São Luiz, em Duque de Caxias, semanalmente. Até
que em um dia, Bárbara a viu cantando. Segundo Bruna, a namorada disse
que o que mais chamou a atenção foi a posição dos meus pés enquanto ela
cantava. “Não sei porque, mas ela achava diferente”, diz a cantora,
emocionada. Apesar disso, as duas não trocaram nenhuma palavra durante
aquela noite. Semanas depois, Bárbara voltou ao bar com seu irmão. Os três
começaram a conversar e quando o irmão de Bruna foi ao banheiro, Bárbara
perguntou se ela tinha interesse nele. Foi aí que Bruna, mesmo tímida, contou
a Bárbara que havia interesse nela. “Criei coragem para contar mesmo não a
conhecendo tão bem. Mas era a chance que eu tinha, não sabia quando ia vê-
la novamente”, derrete-se. As duas já completaram 4 anos de namoro.

Em um mundo cada dia mais globalizado, no qual a tecnologia toma conta da
nossa vida, há também aqueles casais que acabam se conhecendo através da
internet, por meio de aplicativos de relacionamento. É o caso de Júlia Bárbara
e Guilherme, que começaram a conversar pelo aplicativo LOVOO em fevereiro
de 2017, durante o carnaval. Descobriram então várias coisas em comum.
“Minha prima é amiga da irmã dele e já o conhecia há muito tempo, fiquei
surpresa”, conta Julia. Não demorou muito para os dois se encantarem um pelo
outro e Guilherme fazer o pedido oficial de namoro. “Ele me pediu em namoro
sem ao menos ter me visto pessoalmente”, relata. Os dois seguem juntos e já
pensam até mesmo em casamento. O caso de Shirley Vianna e Luiz foi
encontro de almas gêmeas. Os dois também se conheceram em um site de
aplicativo, se encontram uma vez e quando menos esperava, Shirley já estava
morando com o parceiro. “Foi tudo muito rápido. Comecei a frequentar a casa
dele levando apenas umas mudas de roupa, quando vi, já estava com tudo lá e
ele me propôs que morássemos juntos.” O casalzinho está junto há um ano e
ela garante “Meu filho do primeiro casamento é apaixonado por ele. Somos
uma família muito feliz.”

IMAGEM DA INTERNET

Já passou pela sua cabeça poder encontrar o seu amor em um enterro? O
amor realmente não escolhe hora nem lugar. Rejane é a prova disso. Ela conta
que conheceu o seu amado Izael no velório do pai dele, em 2017. “Quando
cheguei no enterro, me deparei com muitas pessoas fazendo a mesma
pergunta: o que vai ser do Izael quando ver o pai dele assim? Depois descobri
que ele era o pai do falecido”, diz Rejane. Comovida pela situação e na
tentativa de consolar a família, ela começou a conversar com as a mãe do
rapaz, que rapidamente contou que fazia três anos que o filho tinha ido morar
em São Paulo, mas que mesmo distante, fez de tudo para tentar ajudar o pai
antes da morte. “Eu percebi que ele era muito querido pela família inteira e isso
me chamou a atenção”, completa. Quando finalmente Izael chegou no enterro,
Rejane percebeu o desespero do rapaz e foi tentar ajudá-lo. “Ele era o apoio da
família, tinha que ser forte, todas as irmãs queriam encontrar nele o conforto
que precisavam, mas aquele rapaz já não tinha forças. Eu tentei naquele
momento, oferecer o que ele precisava, suporte. ” Ela conta que sentia muita
vontade de dar um abraço em Izael, mas a vergonha a impedia. “Tomei
coragem quando pensei que talvez nunca mais pudesse vê-lo. Com certeza iria

me arrepender”, afirma a jovem. Ela então tomou coragem e ofereceu o abraço
ao rapaz. Ele rapidamente aceitou. “Foi algo muito forte, ficamos nos
abraçando por muito tempo. Meu coração batia forte.” Depois de algum tempo,
Rejane recebeu uma visita inesperada no trabalho. Era Izael, que ficaria uns
dias em São Paulo para resolver algumas questões burocráticas com a família.
“Ele apareceu de surpresa para me agradecer todo o apoio que dei. Saímos
algumas vezes até rolar o primeiro beijo”, conta a moça. Depois de pouco
tempo, ele resolveu pedi-la em namoro. “Foram quinze dias intensos demais.
Mas ele precisava voltar para São Paulo. Eu naquele momento não tinha
condições de acompanhá-lo, portanto ficaríamos um ano separados.” Em meio
a tantas crises e dúvidas que surgiam, o casal conseguiu superar todos os
obstáculos. “Hoje moramos em Porto Alegre, nós dois conseguimos arrumar
um emprego por aqui. Somos muito felizes. Eu nunca imaginaria viver uma
história de amor desse jeito”, comemora.

O Ponto de Partida deseja aos casais apaixonados, um Feliz dia dos
namorados! Conheça outras histórias na nossa página do Facebook e confira
no nosso “correio do amor” se ninguém se declarou para você!

Texto escrito por Beatriz Nobrega e Barbara Macedo.

A Semana Mundial do Meio Ambiente na Baixada Fluminense

Celebrado em mais de 100 países, a Semana Mundial do Meio Ambiente é comemorada de 1 e 5 de junho. No Rio de Janeiro, diversos mutirões de limpeza nas praias aconteceram neste final de semana. Segundo um estudo divulgado em 2018, pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), em parceria com o Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida), mais de 95% do lixo encontrado nas praias brasileiras é composto por plásticos, na maioria por garrafas, copos descartáveis e canudos. Continuar lendo “A Semana Mundial do Meio Ambiente na Baixada Fluminense”

Segurança nuclear é tema dos filmes do 9º International Uranium Film Festival

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Divulgação do evento.

  De 25 de maio a 02 de junho, o Rio de Janeiro recebe a 9ª edição do International Uranium Film Festival. O Festival de Cinema da Era Atômica, acontece, entre outros lugares, na cinemateca do MAM Rio. O Uranium é o primeiro festival do mundo a abordar a temática dos riscos nucleares. Trazido para o Brasil pelo jornalista alemão Norbert G. Suchanek e pela cientista social brasileira Márcia Gomes de Oliveira, o evento aborda desde o acidente radiológico de Goiânia, o Césio 137, considerado o maior acidente radiológico ocorrido no Brasil até os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho. A participação de sobreviventes da bomba de Hiroshima, foi o ponto alto do primeiro fim de semana do evento. Hiroshima. Takashi Morita, de 95 anos, Kunihiko Bonkohara, de 78 anos, falaram para uma plateia atenta e emocionada. Os alunos do curso técnico em dança da Eteab/Faetec, realizaram uma apresentação artística tendo como base a música Rosa de Hiroshima.  

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Kunihiko Bonkohara e Takashi Morita

  Takashima Morita, ex-policial militar, tinha 21 anos, quando sobreviveu à bomba, no dia 6 de agosto de 1945. Exatamente às 8h15min, ele estava a apenas a 1.300 metros do local do ataque, foi quando ouviu um estrondo, seguido de um forte clarão. Era a bomba de urânio denominada “Little boy”. Somente no final da tarde a população japonesa descobriu que se tratava de um ataque com bomba atômica. Morita ajudou no resgate das vítimas e afirma, jamais conseguiu esquecer o cenário de destruição que tomou conta da cidade. Segundo ele, onde a bomba caiu existia um rio, pode-se ver centenas de corpos boiando. Milhares de pessoas morreram carbonizadas. A população na época era de 260.000 pessoas, cerca de 80.000 morreram no ataque. Poucos dias depois, os EUA, atacaram Nagasaki com o “Fat Man”, uma bomba de plutônio mais forte que a que havia explodido sobre Hiroshima, acabando com um terço da cidade, matando cerca de 40.000 pessoas. No dia 15 de agosto o Japão se rendeu. Sua rendição demorou devido ao governo totalmente autoritário e militarista do Imperador Hirohito. Kunihiko Bonkohara, hoje com 78 anos, tinha apenas 5 anos, quando ocorreram os ataques. Formado em engenharia na Escola de Obras Públicas, nunca mais encontrou sua mãe e sua irmã, que saíram de casa minutos antes do ataque. Para protege-lo, conta que o pai o colocou embaixo de uma mesa. Emociona-se lembrando que, desde muito , foi obrigado a carregar as piores lembranças que alguém pode ter.

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Kunihiko Bonkohara, Márcia Gomes, Rogério Nagai e Takashi Morita.

     Em 1984, Takashima Morita criou a Associação para as vítimas de bomba atômica para as vítimas que residem no Brasil. Atualmente, a organização atende cerca de 110 pessoas e tem como seus principais objetivos: levar mensagem de paz para todos os cantos do mundo, com a intenção de que nunca mais aconteça uma tragédia assim aqui no Brasil ou em qualquer parte do mundo; Tratamento para todas as vítimas, independente do país que residem e buscar divulgar sempre os perigos das bombas atômicas e da energia nuclear. Morita é o primeiro sobrevivente de uma bomba atômica a lançar um livro em solo brasileiro e receber a medalha Anchieta, a maior condecoração que o estado de São Paulo possui. O nome do livro é: A última mensagem de Hiroshima.”. Enquanto eu tiver fôlego de vida, pregarei a paz. Esse é o serviço que venho fazendo.”, revela emocionado. Provocado pela pergunta: O que as grandes tragédias têm para ensinar a humanidade?, responde: “Sempre haverá, a humanidade não aprendeu nada, temos uma tendência a esquecer tudo. Devemos tomar consciência e parar de olhar o outro como conflito, pois a indústria bélica é a maior indústria. Todos precisam se abraçar e rezar pela paz”.  Os sobreviventes possuem uma petição internacional para a extinção da bomba atômica. O Festival termina somente no domingo, dia 2 de junho. Acompanhe a programação http://uraniumfilmfestival.org/pt-br/programacao-rio-2019.

Matéria produzida pela aluna Sara Dutra e supervisionada pela coordenadora Ana Cláudia Condeixa.

ORGULHO NERD É COMEMORADO EM CAXIAS

O Dia do Orgulho Nerd tem origem na Espanha, onde nasceu, em 2006,   “Dia del Orgullo Friki“. Pouco tempo depois, chegou aos Estados Unidos, ganhando a tradução GeekPride Day e logo, se espalhou pelo mundo. Embora não haja registro de quando começou a ser comemorado no Brasil, o movimento Nerd é responsável por muitos eventos no país. Este ano, o Museu Ciência e Vida, em Duque de Caxias, promoverá a Semana do Orgulho Nerd, de 21 a 24 de maio. Entre as atrações estão Oficinas Sabre de Luz, Varinha Mágica, a Maratona Sci-fi, além das palestras Empreendedorismo Criativo e Mercado de Games.

O Dia do Orgulho Nerd, comemorado em 25 de maio, também é conhecido como “Dia Da Toalha”. A data foi escolhida por conta da morte do escritor, Douglas Adams, autor do livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. Em sua obra, o jovem viajante Arthur, com ajuda de seu amigo alienígena Ford Prefect, escapam do fim do mundo e só levam uma toalha que, segundo Ford, é uma das mais complexas ferramentas já inventadas desde o Big Bang. Os fãs decidiram que, no quadragésimo dia após a sua morte, lhe seriam feitas às homenagem. O número 42, surgiu da clássica pergunta feita pelos alienígenas ao super computador em busca da resposta  para a vida. Entretanto, os fãs perceberam que demoraria muiro e acabaram escolhendo o dia 25 de maio, avant première de Star Wars.

O termo “nerd” é utilizado para nomear pessoas com gostos específicos. Os Gamers, pessoas que entendem muito de jogos e fazem disso sua maior rede de entretenimento e/ou até profissão. Os Geeks, são aqueles que fazem parte do universo da tecnologia. Os RPGistas, participam de disputas de Role Playing Games.E os Fandom, são os grupos de fãs de uma certa obra, como por exemplo os fãs da saga Harry Potter, mais conhecidos como potterhead.

O UNIVERSO GEEK E A IMPRESSORA 3D

Participante da  iniciativa jovem shell

O estudante de engenharia mecânica,  Lucas Lima, de 24 anos, afirma que ser nerd e curioso, o levou a lugares que nunca pensou em chegar. Lucas começou fazendo  varinhas “mágicas” para Hogwarts Experience, acampamento temático Harry Potter que aconteceu no Rio de Janeiro e em São Paulo, em 2016. Após o fim da  febre dos eventos do bruxinho, Lucas começou a modelar bonecos, o primeiro foi o morcego Bartok da animação Anastásia. Em abril de 2018, durante o estágio no laboratório maker na UNISUAM, ficou impactado com a impressora 3D Makerbot. Criativo e curioso, sabendo que a impressora era muito cara, resolveu montar uma de baixo custo e fez sua primeira impressora com sucata eletrônica que custou somente R$680,10. “A impressão 3D virou um vício e um trabalho para mim. Atualmente, tenho ao todo três impressoras e construindo mais uma”, comemora. Participando do Shell Iniciativa Jovem, Lucas tem como meta fazer uma fábrica de impressoras 3D no complexo do alemão e com isso,  levar a tecnologia aos jovens da comunidade.

FANDOM POTTERHEAD

Juliana Ribeiro (foto direita) e Delania Bordone (foto a esquerda) se conheceram nas férias de verão de 2016, em um acampamento, no Rio de Janeiro, cujo tema era o bruxinho Harry Potter. Elas, que se consideram Potterhead, colecionam diversos itens da saga e  já visitaram os estúdios Warner, em Londres. Juliana, perdeu as contas de quantas vezes fantasiou entrar no salão comunal. Já Delania, que atualmente passa uma temporada nos EUA, pôde realizar passeios que todo fã de Harry, sonha. Em Orlando, ela esteve na Universal e pode curtir Islands of Adventure. De férias em  Londres, ela desfrutou do Hogwarts, quando visitou os estúdios Warner. “É clichê dizer que eu realizei o maior sonho da minha infância, mas não é aquele sonho que você realiza e te sacia, é um sonho que você realiza e quer realizar de novo e de novo. É uma das certezas que eu tenho na minha vida é que eu vou amar Harry Potter, é algo que   ajudou a formar meu caráter, me ensinou sobre valores, me ajudou a passar por situações ruins”, emociona-se Delania.

RPG e GAMERS

Mestre em RPG há dois anos, Matheus de Assis é o responsável por criar as histórias, as fichas dos personagens e fazer a narração durante o jogo. No RPG, é usado um dado de 20 lados que determina, por exemplo, o quão bom o personagem é em cada ação. O jogo é bem dinâmico “é um momento de construir algo coletivo, interagindo… passa a fazer parte da sua vida. Você passa a viver sua própria fantasia” afirma.  Algumas regras podem ser encontradas no livro D&D – Dungeons e dragons, como por exemplo, o que define o que um mago ganha quando sobe de nível? Isso se encontra no livro. Apaixonado, Matheus costuma jogar RPG com seu grupo, todo sábado.  

Faça a diferença na vida de alguém!

O Instituto Estadual de Hematologia Arthur Siqueira Cavalcanti, o HEMORIO, em parceria com a Unigranrio e a Atlética do Curso de enfermagem, realizou, ao longo  desta segunda-feira(20),  um evento em prol da doação voluntária de sangue. Atualmente, o estoque do HemoRio encontra-se em estado crítico, todos os tipos de sangue estão falta, em especial os do tipo O– e O+. No mês de abril foram coletadas 1.800 bolsas a menos, se comparado ao mesmo período do ano de 2018. Diante das diversas tragédias que aconteceram logo nos primeiros meses de 2019, vale a pena ressaltar que 450 ml de sangue, ajuda a salvar até 4 vidas. Continuar lendo “Faça a diferença na vida de alguém!”

“Nem Todo Esconde-Esconde é Brincadeira”: OAB e Unigranrio buscam conscientizar sobre abuso sexual infantil 

Neste sábado (18), Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual da Criança, muitos debates acontecerão pelo pais, buscando debater com a sociedade a melhor forma de lidar com o assunto. Em Duque de Caxias, a Ordem dos Advogados do Brasil(OAB) promove, na próxima segunda-feira (20), em parceria com a Unigranrio, a palestra “Nem Todo Esconde-Esconde é Brincadeira”. O objetivo é chamar atenção dos acadêmicos para este assunto e, quebrar o silêncio sobre esses crimes, que ocorre em 69,2% com crianças e 58,2% com adolescentes, dentro de suas próprias casas.

Segundo o relatório Out of the Shadows, publicado pela revista britânica The Economist, o Brasil é o 11º melhor colocado, em um ranking de 40 países, que analisa os itens como a segurança, leis de proteção às crianças, compromisso e capacidade dos governos e, o engajamento do setor privado, da sociedade civil e da mídia, como forma de proteger menores de 19 anos. Mas, mesmo que o Brasil esteja acima da média, com 62,4 na pontuação, o país ficou para trás no quesito “compromisso e capacidade dos governos”, com 48,1 pontos, sendo que a média mundial ficou em 50,4. O relatório considerou várias formas de violência sexual de crianças e menores, como abusos e exploração, incluindo exposição a imagens e linguagem sexuais, casamento infantil, exploração sexual de crianças e estupros, entre outros.

Marcia Callado, Presidente da Comissão dos Direitos dos Adolescentes da OAB de Duque de Caxias, afirma que o objetivo do evento, é conscientizar as pessoas sobre a importância de prevenir e denunciar casos de violências contra crianças e adolescentes.“São crimes que chocam pelo seu requinte de crueldade. A sociedade civil de Duque de Caxias, representada por instituições que realmente têm um trabalho bacana, em prol dos Direitos da Criança e do Adolescente, se juntaram para chamar a atenção para a importância de mobilizar e destacar o Disk 100, como principal canal de denúncias sobre violação dos Direitos Humanos. O evento acontece na sede da OAB em CAxias, na Av. Perimetral Curupaiti, nº 100, Jardim 25 de Agosto. As inscrições podem ser feitas pelo telefone (21) 2675-6600.

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JOB DAS GALÁXIAS

A Marco Zero, agência-escola do curso de Publicidade e Propaganda da Unigranrio, lançou nesta terça-feira(14), o “Job das Galáxias”. O projeto visa selecionar 10 alunos dos cursos de publicidade e jornalismo, que tenham seus próprios negócios e estejam vendendo seus produtos ou serviços informalmente. O objetivo  é ajudar com toda parte de criação de identidade visual, mídia digital, impressa e peças publicitárias, melhorando toda a comunicação visual do negócio.           

Dihmas Novaes, estagiário de planejamento

 O estagiário de planejamento, Dhimas Novaes contou ao Ponto de Partida que a iniciativa é fruto de uma pesquisa que aponta que muitos alunos têm dificuldade em divulgar seus produtos ou serviços. O nome dado ao projeto, foi ideia do Dhimas, e  mostra que o desejo dos profissionais que irão realizar os trabalhos é de que quando as pessoas recebam esses jobs, achem de “outro mundo”, que não fosse comum, fosse além. “Identificamos que existe esse empreendedorismo dos nossos alunos e a partir dessa percepção nos resolvemos apoiar essa ação empreendedora dos alunos”  afirma o coordenador da Marco Zero, professor Marco Vinicius Alves Pinto. Para participar do processo de seleção, é necessário preencher um cadastro no endereço http://canal.unigranrio.com.br/marcozero/ , no período de 14 a 17 de maio. Podem participar empreendedores em acessórios, artesanato,  alimentos e colecionáveis. Os dez (10) primeiros alunos que cumprirem todos os requisitos serão selecionados e terão seus negócios trabalhados.  Entre os dias 20 e 24 de maio, os selecionados se reunião com o diretor de arte e o estagiário de planejamento para definir detalhes da produção. A ideia é tornar o projeto permanente e, a cada semestre,  aumentar o número de selecionados. Este projeto será o piloto e vai testar a demanda do fluxo de trabalhos para a equipe, ajudando para que depois possa ser abertos aos demais mais cursos. “O espaço da Marco Zero é um lugar não só para a experimentação profissional, como também um laboratórios para novas ideias. Ajudar os nossos alunos em seus empreendimentos pessoais, é uma ideia muito bacana. Acredito que logo, logo, o projeto será aberto ao publico em geral”, comemorou Ana Condeixa, coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda.

Racismo não é coisa rara, não senhor!

Considerando que os principais veículos de comunicação do país ignoraram a data de 13 de maio e os poucos que falaram sobre, não trouxeram uma reflexão crítica, o Ponto de Partida decidiu trazer a abolição como tema de reflexão. Somado a isso, há poucos dias, o presidente afirmou, em entrevista a Luciana Gimenes, que racismo é coisa rara no Brasil. Os 131 anos da abolição da escravatura, comemorados ontem, 13 de maio, marca a data em que a Princesa Isabel, assinou a lei Áurea e libertou os escravos. A Lei, de uma linha só, tem o seguinte texto: “é declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil”. Entretanto, os poetas mangueirenses, Hélio Turco, Jurandir e Alvinho, se perguntaram, em 1988, “Será que já raiou a liberdade/ Ou se foi tudo ilusão/Será, que a lei Áurea tão sonhada/Há tanto tempo assinada/Não foi o fim da escravidão”.

       A Assistente Social, Rosane Ferreira, em entrevista ao Ponto de Partida, afirma que o 13 de maio é mais um dia de luta, pois não há o que comemorar. “O dia 13 de maio não é de comemoração para os negros, porque depois de libertos eles foram jogados à própria sorte, sem acesso à educação, saneamento básico, a saúde e a direitos fundamentais que tornasse o negro um cidadão de fato”, nos conta. Na opinião da professora, não se pode negar os grandes avanços, como a lei de cotas em universidades e em concursos públicos, mas os impactos da escravidão ainda são muito visíveis. “Há muitas reparações a se fazer. No mercado de trabalho, por exemplo, são poucos os negros em posições de destaque dentro das empresas, fora todo racismo e violência que ainda sofremos”, defende.

      Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), das 100 das pessoas que são assassinadas no Brasil, 71 delas são negras. A taxa de homicídios de negros e negras, entre 2005 e 2015, aumentou 18,2%. Os dados só reforçam que a liberdade do povo preto é uma falácia. Nas 500 maiores empresas do Brasil, só 5,3% de vagas em cargos de liderança, são ocupados por pessoas negras. Se falarmos em remuneração, homens negros recebem 60% do salário de homens brancos e mulheres negras recebem 40% do salário de homens brancos. Em relação às taxas de desemprego, 6% são ocupadas por homens negros e 12% por mulheres negras.

            Ainda segundo a professora Rosane, os negros foram libertos, mas não houve sequer um planejamento. A figura doce da Princesa Isabel, pintada por parte da imprensa da época, se sobrepõe ao fato de que o Brasil foi o último país a por fim a escravidão. Grande nomes  marcaram o  processo pós-abolicionista no final do século XIX e fomentaram a ideia de cidadania para população negra, como por exemplo,  Ferreira de Menezes, escritor, advogado e fundador do jornal Gazeta da Tarde (RJ); Luiz Gama, advogado, jornalista e escritor; Machado de Assis, escritor; José do Patrocínio, farmacêutico e jornalista; Vicente de Souza, professor e médico; André Rebouças, engenheiro, não são tema das aulas no ensino fundamental.

A liberdade para o negro foi apenas um instrumento para que o escravo pudesse deixar as fazendas, mas não o livrou da miséria, das favelas. E por falta de planejamento e cuidado, o racismo está na estrutura da nossa sociedade. Não está só no xingamento, na violência, está na exclusão, no silenciamento, na forma como a sociedade vê e se relaciona com os negros. O racismo está no silêncio, quando não nos posicionamentos, quando não trabalhamos sensibilidade e respeito. Ubuntu! Viva Zumbi, Viva Ivone Lara, Clementina de Jesus, viva os milhões de negros.

SUICÍDIO: UM TABU A SER COMBATIDO

Assunto pouco discutido, apesar dos dados alarmantes que mostram que a cada 40 segundos uma pessoa alguém atenta contra própria vida no país – o suicídio é um tabu a ser quebrado. Hoje, no Brasil, 17% dos cidadãos já pensaram em suicídio, 4.8% tiveram êxito, o que corresponde a 25 pessoas que tiram a própria vida por dia. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), comprovam que o Brasil é o 8º país com mais suicídios no mundo e que apenas 28 países possuem planos estratégicos de prevenção, dando margem para que outros casos aconteçam.

No Brasil, uma das iniciativas adotadas como medida preventiva para casos como esse, foi a criação do Centro de Valorização da Vida. Fundado em 1962, o CVV é uma associação sem fins lucrativos e filantrópica que presta serviço voluntário e gratuito para todas as pessoas que quiserem e precisarem conversar. Sob total sigilo e anonimato, os atendimentos podem ser feitos pessoalmente, por telefone, chat ou e-mail.

Para a psicanalista Consuelo Pareto, esse tipo de auxílio é fundamental, já que muitas pessoas têm resistência em falar com um profissional. “Essa liberdade que o CVV dá as vítimas é fundamental. O fato de ser algo anônimo, faz com que as pessoas se sintam mais vontade para falar de sua vida e seus medos, diferentemente de quando precisam se consultar com um psicólogo”, aponta. Na opinião de Consuelo, a maioria se sente desconfortável. Alguns pacientes, que nos primeiros meses, demonstraram muita resistência em se abrir. Enfrentar tudo isso é um processo lento e que demanda paciência. A psicanalista ainda alerta que é muito frequente que os casos de suicídio partam de pessoas que estão em estado depressivo. “Não é um padrão. Você não precisa estar necessariamente com depressão para cometer suicídio, mas há uma incidência maior em pacientes nesse estado”, alerta.

Fonte: Cristiane Cunha, psicóloga e psiquiatra

Esse estado depressivo o qual aponta Consuelo, levou a auxiliar de escritório Euzimar Daruiz tentar tirar sua própria vida. Ela nos conta que apesar de já se ter se passado alguns anos, desde que tudo aconteceu, é algo que até hoje a causa muita dor. “Tudo começou quando eu tinha 18 anos. Meus pais se separaram e eu fiquei morando sozinha com a minha mãe, que se casou novamente depois de três anos. ” Euzimar relata que sua mãe estava apaixonada e tudo girava em torno do relacionamento. As duas viviam discutindo, até chegar ao ponto de expulsa-la de casa, fato que a fez morar com sua avó. Euzimar ficou semanas sem falar com mãe, até que um dia, sozinha na casa da avó, pegou a caixa de remédios no banheiro e tomei uns dez de uma vez. “Eu só queria dormir, parar de sentir tudo aquilo”, conta a entrevistada.

Fonte: Euzimar Daruiz, 43 anos.

Ela teve a sorte de ter sido encontrada pelo primo, que a viu jogada no chão do banheiro e logo teve a reação de jogá-la no chuveiro. Aos poucos, foi recuperando a consciência e levada ao hospital. Este episódio permitiu que, depois de um tempo, ela voltasse a morar com a mãe. Mesmo depois, inúmeras brigas com o padrasto envolvendo até mesmo agressões físicas, eram frequentes. “O acumulo de todas essas situações me geraram transtornos sérios, tinha medo de sair de casa, chorava incontrolavelmente e passava mal de ansiedade”, finaliza.

Euzimar ainda nos conta que depois de sua tentativa de suicídio, acabou conhecendo o CVV e se interessou pelo projeto. “Eles foram fazer uma palestra perto de onde eu morava, em nova Iguaçu. Na época eles ainda estavam divulgando a fundação”, comemora. A entrevistada ainda conta que ficou tão encantada com o trabalho deles que resolveu fazer parte da equipe de voluntários. “Todos são muito cautelosos em relação a escolha dos voluntários. Passei por uma série de entrevistas e avaliações antes de realmente começar o trabalho”, esclarece. Em um de seus relatos, Euzimar conta que atendia casos de vários tipos, desde situações mais fáceis de se resolver como por exemplo, briga de namorados, até os mais extremos como depressão e ansiedade. “Geralmente a depressão em jovens e adolescentes estava relacionado a conflitos familiares ou amorosos, uso e/ou abuso de drogas lícitas e ilícitas, bullying, traumas afetivos emocionais como abuso sexual ou maus tratos dentro ou fora de casa”, finaliza.

Fonte: Cristiane Cunha, psicóloga e psiquiatra

Segundo a psicóloga e psiquiatra Cristiane Cunha, não existe um perfil de pessoa suicida, o que existe são grandes sofrimentos que causam extrema dor ao ponto de fazer com que as pessoas decidam desistir da vida. “A angustia aplaca o sujeito de tal forma que o faz não querer pensar em nada. Tudo que ele quer é se livrar da sensação de mal-estar. Isso muitas das vezes é o que leva algumas pessoas a casos de tirarem sua própria vida”, esclarece.

Mas afinal, por que no Brasil, o suicídio ainda é visto como Tabu?

Para Cristiane, a sociedade ainda possui um pensamento muito arcaico acerca do assunto. “Tem muita gente que acredita que falar de suicídio só encoraja o ato. Eu tenho certeza que não”, argumenta. A doutora acredita que através de uma pergunta simples e direta, o paciente tem a oportunidade de expor sua dor, seus sentimentos e angústias. Em sua grande maioria, a vítima não quer morrer, ela quer ser livre do tormento, e consequentemente, vê a morte como saída. Segundo ela, é fundamental que se ofereça caminhos mais saudáveis, formando uma rede de apoio ao paciente e fazendo-o compartilhar sua dor para ameniza-la aos poucos. “A melhor solução para se combater os altos índices de suicídio, certamente não se encontram no silêncio da sociedade ou simplesmente evitando se falar do assunto”, opina. A psicanalista Consuelo destaca que a sociedade vive em um mundo movido pela aparência, além da falta de cuidado e de empatia com o próximo. Isso faz com que a maioria enxergue o suicídio como uma solução dramática e uma forma covarde de desistir da vida. “Infelizmente as pessoas preferem ignorar atos como esse, encarando a vítima como alguém covarde e sem fé”. Consuelo acredita que essa situação propicia a ausência de debates sobre esse problema”, finaliza.
Texto produzido pela aluna Barbara Macedo e supervisionado pela coordenadora Ana Cláudia Condeixa.