A venda de doces, biscoitos e outros “passatempos” se tornaram cada vez mais comum nas ruas do Rio de Janeiro. Pessoas que não possuem emprego de carteira assinada buscam como alternativa a profissão de vendedor ambulante. Esta, como qualquer outra, é uma profissão digna e honesta, porém deixa de ser quando nesse trabalho existem crianças.

Cada vez mais são vistas crianças sozinhas ou acompanhadas de um adulto buscando seu sustento em todos os lugares, inclusive em ambientes que não são apropriados para elas, como bares e boates. Recintos como estes costumam funcionar durante toda a noite, ou seja, horário em que uma criança deveria estar protegida em suas casas.

Um dos maiores problemas é a exploração infantil. Adultos usam as crianças para sensibilizar o consumidor, fazendo assim com que eles comprem seus produtos, pois é mais difícil dizer “não” para uma criança. Enquanto as crianças oferecem seu produto, os pais ou os adultos que as levam ficam acompanhando de longe toda a ação.

No Brasil, o trabalho infantil ainda não é considerado crime pelo Código Penal, mas existe um projeto que aguarda aprovação pela Câmara dos Deputados que propõe criminalizar qualquer trabalho ou exploração infantil. O projeto prevê prisão de 2 a 4 anos como pena para contratação ou exploração do trabalho de menores.