Me chamo Osvaldo Pacheco, 60 anos, uma vida vivida em verso e prosa, embalada por amores e boas histórias, constituí grandes prazeres, mas com toda certeza, nenhum deles se compara ao Clube de Regatas Flamengo. E antes que algum desavisado venha com a lorota que ser Rubro-Negro é andar na moda, digo que não é assim.

Geraldino convicto, vi um dos meus maiores prazeres nesta terra ser desfeito diante dos meus olhos em 2005, com a reforma da antiga Geral. Parte da história do Rio de Janeiro, senti aquela perda como se um grande amigo tivesse ido dessa pra melhor, e foi mesmo. Daquele espaço de arquibancadas, me apaixonei pelo clube da Gávea vendo Zico, Junior, Andrade, Adílio e Companhia, monstros no melhor sentido da palavra.

Pra completar, o time já não respondia em campo como antigamente, flertando constantemente com o rebaixamento, tanto que até hoje, pago as parcelas da promessa que fiz por termos escapado da série B em 2005. Pra não dizer que não falei das flores, 2009 nos trouxe um adorável presente com a conquista do hexacampeonato brasileiro, no entanto, os anos seguintes trouxeram o gosto de “quero mais” a torcida.

De tanto esperar e acabar me decepcionando com frequência, tendo que constantemente explicar para o meu neto Arthur( por que será do nome né?) as glórias do clube que os coleguinhas tentam denegrir, veio 2019 e o “Aí Jesus”. Não é que o Portuga fez milagre no comando da equipe, montando um esquadrão que me faz relembrar os anos 80 ( ê saudades…… ) nos colocando na liderança do Brasileirão e nas semifinais da Libertadores.

Nesta quarta-feira diante do Grêmio, sinto que daremos uma imensa e inesquecível alegria a mais de 40 milhões de apaixonados rubro-negros. Creio que falta muito pouco para conquistarmos a América, e por que não, o mundo novamente.

Caso a vaga na final não venha (três toques na madeira) ficarei triste, ao mesmo tempo me sentirei grato, por te ver novamente ter levado um pouco de esperança e alegria ao povo mais bonito do Brasil. Sigamos em Frente.

Texto escrito pelo aluno Matheus Romling, com supervisão de Leandro Lacerda