Matrículas por cotas mais que triplicam em sete anos

Entre 2009 e 2016, a quantidade de matrículas por cotas no ensino superior público do Brasil mais que triplicou, ao passar de 1,5 para 5,2%. No mesmo período, também houve aumento na proporção de matrículas em universidades privadas com o Programa Universidade para Todos (ProUni), cresceu de 5,7 para 7,3%. Os dados fazem parte da Síntese dos Indicadores Sociais 2018, divulgada hoje (5), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos cursos de nível superior presencial em instituições públicas, as matrículas aumentaram de 809 mil para 1,2 milhão. No mesmo período, os números foram maiores nas instituições privadas. As matrículas nesses cursos cresceram de 2,8 milhões para 3,9 milhões. Entre os alunos de escolas públicas, 35,9% conseguiram ingressar no ensino superior, enquanto os de instituições privadas foram 79,2%. Os estudos apontam que o Brasil ainda não atingiu meta de universalização da pré-escola. De 2016 para 2017, o grupo de crianças de 4 e 5 anos que frequentava escola ou creche subiu de 90,2% para 91,7%, mas ainda insuficiente para atingir a meta de universalização do Plano Nacional de Educação (PNE). Mesmo assim, o instituto apontou que o Brasil está perto da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) referente ao acesso à pré-escola. A taxa de crianças com 4 anos de idade em escolas ou creches no Brasil era de 87,1%, imediatamente abaixo da média de 88%, ocupando o 27º lugar entre 35 países – na frente do Chile, da Finlândia e dos Estados Unidos.

Ainda segundo os dados, o principal motivo para os jovens não estudarem é o trabalho. Na população com ensino médio completo e incompleto, os homens não estudavam principalmente por precisar trabalhar, procurar trabalho ou aguardar início do trabalho (52,5% no primeiro grupo e 48,9% no segundo). O mesmo aconteceu com as mulheres (23,2% e 33,6% respectivamente). O estudo destacou que há um percentual consideravelmente maior entre elas. O motivo da falta de estudos era a dedicação aos afazeres domésticos e cuidados, o que concentrou 39,5% das jovens sem ensino médio e 14,7% das jovens com ensino médio que não haviam concluído o ensino superior.

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