Depilação à brasileira aumenta 80% o risco de transmissão de DSTs, diz pesquisa da UCLA

depilaçãoDiante dos hábitos culturais de cada região e país, a depilação íntima é quase uma rotina para a maioria das mulheres. Seja com lâmina, cera, cremes depilatórios ou a laser, o fato é que remover totalmente os pelos da região íntima pode aumentar em até 80% o risco de contrair as Doenças Sexualmente Transmissíveis. Devido ao clima quente e aos costumes do Brasil, as brasileiras costumam usar peças íntimas menores se comparadas as dos outros países, fato que influencia diretamente na escolha da depilação: a total, conhecida em países estrangeiros como “brazilian wax”, em tradução livre, depilação à brasileira.

No entanto, pesquisadores da Universidade da Califórnia e da Universidade do Texas, afirma que quem tem o hábito de remover todos os pelos da região pubiana, pode, sem saber, prejudicar a própria saúde. A pesquisa realizada pelas duas universidades, com a participação de cerca de 7,5 mil americanos com idades entre 18 e 65 anos, publicada na revista médica “Sexually Transmitted Infections”, aponta que pequenos ferimentos na pele causados pela retirada dos pelos facilitam o surgimento de infecções. De acordo com a pesquisa, pessoas adeptas a depilação total, e casualmente têm relações sexuais sem proteção, são as que mais sofreram com Doenças Sexualmente Transmissíveis.

Do total de pessoas entrevistadas, 84% das mulheres e 66% dos homens afirmaram que já tinham aparado, raspado ou depilado os pelos. Pelo menos 17% retiram todos os pelos ao menos uma vez por mês. Outros 22% afirmam fazer com mais frequência, aparando diariamente ou uma vez por semana. Diante dos resultados, os médicos alertam: não é saudável remover totalmente os pelos da região íntima, pois eles são os responsáveis pela proteção da região.

Em entrevista ao portal de notícias R7, o representante da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Academia Americana de Dermatologia, o dermatologista Murilo Drummond,  afirmou que a depilação na região pubiana deixa o local sensível à penetração de fungos e bactérias. “Essa região [íntima] já é suscetível a bactérias agressivas, como estafilococos e coliformes, mas a depilação pode abrir espaço para contaminação de doenças sexuais”, assegurou.  O estudo ainda revela que entre as DSTs mais transmitidas por causa da depilação íntima estão a clamídia e o HIV. “Qualquer DST pode ser transmitida com essa porta aberta, das mais agressivas”, alertou.

Melhor esperar 1 semana

A cicatrização média após o processo de depilação é de uma semana. Por isso, o adequado é evitar relações sexuais nesse período, mesmo que se utilize camisinha. Segundo o especialista, não é necessário deixar de se depilar. A solução é respeitar o tempo de cicatrização, utilizar camisinha em toda relação sexual, verificar a higiene do local em que se realiza o procedimento e preferir formais mais seguras e menos agressivas como o laser.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s