Calor aumenta as chances de desenvolver cálculo renal, diz especialista

O forte calor que marca as estações do ano no Rio de Janeiro, aliado ao aumento da transpiração e a falta de consumo apropriado de água são os grandes responsáveis pelo aumento da formação de pedra nos rins. Para as pessoas que já sofrem do problema, a predisposição a ter mais cálculos renais no período das altas temperaturas é maior em relação a qualquer época do ano em que esteja frio.

Os rins possuem como uma das funções garantir o equilíbrio entre sal e água no corpo, mas, com o calor intenso, as pessoas suam acima da média e geralmente não repõem o essencial de água para o corpo. Desta forma há o aumento da chance de desidratação, sobretudo, do surgimento do cálculo renal. Essa patologia afeta, aproximadamente, 5% das mulheres e 12% dos homens. Mais de 15% da população mundial apresenta cálculos renais, sendo que a maioria dos casos (85%) consegue expelir as pedras naturalmente, pela urina e em casos mais graves, quando há dor e infecção urinária, mas o cálculo não sai de forma natural é necessário fazer a retirada por meio de cirurgia ou por procedimentos menos invasivos.

De acordo com a Nefrologista Cirlene Pinto, é muito importante ouvir os sinais de alerta do organismo. “Alguns dos sintomas são a sede e a diminuição do volume de urina. É importante lembrar que beber apenas dois litros de água por dia, no calor, não são suficientes”, alerta. Para a especialista, o ideal para a saúde dos rins inclui o aumento da ingestão de água e de sucos, frutas, chás gelados e água de coco. Mas, olhe lá! É preciso tomar cuidado com os frutos do mar, pois contêm altas doses de ácido úrico, um dos responsáveis pelo desenvolvimento dos cálculos renais. Também é importante considerar a redução de frituras e carne vermelha.

Os sintomas dos cálculos renais podem variar desde pequenos desconfortos para urinar até dores localizadas, conforme a localização do cálculo. “É preciso notar se a urina está escura – quanto mais transparente estiver, melhor. Se estiver amarelada e escura, é sinal de que o corpo precisa de mais líquidos para se manter hidratado -, se há dor, ânsia, vômito, febre ou fraqueza”, explica a nefrologista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, que enfatiza que o mais importante é procurar um especialista, seja urologista ou nefrologista, para investigar o caso. 

 

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Foto: Internet.

Dicas para evitar pedra nos rins:

Mantenha o corpo hidratado – Quando ingerimos pouco líquido, as chances de o cálcio e de outros nutrientes se acumularem nos rins e formarem cristais aumentam. E eles podem virar. 

Modere no consumo de sal – O sódio aumenta a concentração de cálcio, fósforo e ácido úrico nos rins, elevando as chances de formação de pedras. Consuma até 6g por dia (ou 1 colher de chá). E não abuse dos enlatados e embutidos. 

Coma menos proteínas – Carne vermelha e outros produtos de origem animal em excesso aumentam as taxas de ácido úrico, que também contribui para o surgimento de cálculos. Coma, no máximo, um bife médio por dia.

Fique de olho no tomate,  no espinafre, nas nozes e no farelo de trigo – Esses alimentos têm oxalato, um dos componentes das pedras. Além disso, pegue leve no catchup e nos molhos prontos também.

Atividades físicas – Especialistas afirmam que caminhadas e outros exercícios podem diminuir a incidência de pedras.

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