Pokémon Go é um dos aplicativos mais baixados em todo o Brasil e um dos alvos de crítica religiosa

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App Store e Google Play mostram que o aplicativo está em primeiro lugar no número de downloads. Foto: Sergio Augusto.

Um desenho dos anos 90 voltou a ser papo de roda de amigos, motivo para as pessoas saírem as ruas e interagirem, graças ao aplicativo ‘Pokémon Go’, onde é possível capturar os famosos monstros através da Realidade Virtual. Lançado oficialmente no Brasil no dia 3, ele já é um dos aplicativos mais baixados. Ele ocupa a primeira colocação tanto na App Store e Google Play, lojas virtuais para baixar aplicativos para celulares.

Lançado em 1997, a animação japonesa Pokémon foi um estouro entre os jovens daquela época, e, logo, os monstrinhos começaram a estampar os antigos tazzos e a ampliar mais dentro do mercado dos jogos de video game. Fabio Barreto, 23 anos, estudante de engenharia, que já capturou cerca de 220 personagens, já conhecia a franquia de jogos e criava grandes expectativas pelo aplicativo. “Eu joguei desde o Pokemon Blue que foi o meu primeiro quando tive o meu Gameboy Color. Cheguei a jogar em emuladores no computador e atualmente tenho um Nintendo 3DS, com as versões mais atuais do jogo”, explica.

Mas não é só esta geração que está nesse meio, não! O professor de história Moacyr Santos, 32, já começou a mostrar ao seu filho de três anos como é o universo do desenho através do aplicativo. “Eu jogo com meu filho, e já marquei com alguns amigos para caçarmos no Bosque da Barra”, comenta. Também foi uma das pessoas que não conseguiu se segurar, e baixou o aplicativo quando ele foi lançado oficialmente no dia 7 de julho, em alguns países, menos no Brasil. Como é o caso da estudante de jornalismo Karina Burini, 29, que não aguentou e foi baixar do mesmo jeito. “Baixei o APK por um link que não era das lojas oficiais. Quando o Brasil teve os servidores bloqueados, não teve jeito e eu tive que parar de jogar, ate o Brasil ser liberado”, fala.

Ao mesmo tempo que o aplicativo tomou uma proporção mundial gigante, algumas personalidades do cristianismo começaram a dizer que o jogo era somente “um instrumento para corromper cristãos e destruir igrejas”, como disse o pastor norte-americano Rick Wiles, segundo o site Roraima+. Outras organizações religiosas decidiram tomar por outro caminho, como a Arquidiocese de São Paulo decidiu atrair os jovens, tanto para continuarem sua jornada como treinadores de Pokémons, e visitar as paróquias da região. “Acredito que grande parte disso é sensacionalismo. Os representantes católicos de São Paulo tiveram outra abordagem em relação ao assunto”, explica Moacyr.

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Arquidiocese de São Paulo ressalta a importância do respeito com os horários de atividades religiosas em suas igrejas. Foto: Facebook/Divulgação

Ana Clara Mellado, 19, estudante, que já capturou 16 monstros em apenas 3 dias de jogo, fala da importância que é não se viciar em qualquer tipo de aplicativo de celular. “Acho que o jeito de melhorar a relação entre as pessoas, é deixar o celular de lado e prestar mais atenção no que acontece em nossa volta, e não excluir ou deixar de baixar o jogo, até porque tem horas que ficamos cansados. É só saber dividir o nosso tempo”, comenta.

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