Vem no passinho com o Afrofunk Rio

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Taisa Machado, Renata Baista e Sabrina Ginga, criadoras do Afrofunk Rio | Foto: Divulgação/Internet.

Com o objetivo de disseminar a cultura africana e falar da mulher, as cariocas Sabrina Ginga, Taisa Machado e Renata Baista fundaram o AfroFunk Rio. E fruto deste encontro surgiu muita coisa boa, entre elas a oficina de dança “Univer-Cidade da Ousadia”, que acontece na Fundição Progresso, todas as quartas e sextas-feiras das 9 às 10h.

Desde 2014, pesquisando o corpo afrocarioca, o grupo que é composto somente por mulheres e atua na região Central do Rio de Janeiro, nasceu da vontade de explorar novos horizontes através da dança, ensinar não só a história da dança e da cultura africana, mas também a cultura do funk, ritmo tão disseminado no Brasil por meio do passinho. Com grande influência negra e periférica, o grupo mantém grande circularidade pela cidade, levando aos seus eventos traços típicos do ‘carioquismo’, desde a Baixada Fluminense até a Região Metropolitana do Rio. “Eu fazia aulas de dança, mas sentia que  faltava muita  informação do funk e também dos ritmos africanos, porque  sempre se via passos desses ritmos em diferentes vertentes, mas nunca em uma específica para cada um deles”, relata a cientista social, 27, Sabrina Ginga.

Para quem curtiu, mas por conta do trabalho não pode ir à Fundição, a oficina acontece nos mesmo dias na sala Asmanhan, na Cinelândia, das 12h às 13h. O custo para celebrar o corpo é de R$30,00 por aula, ou R$110 mensais. 

 

 

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Grupo de dança celebra o corpo feminino e prega a sensualidade sem tabus | Foto: David Peixoto

O grupo acredita no poder e na força feminina, em um corpo livre de padrões. Os ritmos implementados nas oficinas tem como principal objetivo soltar o corpo e também a alma, ‘mexer a bunda e o ventre’, como afirma uma das integrantes, com uma movimentação corporal que carrega energia feminina. “Pesquisamos técnicas para soltar o quadril e sambar na cara da sociedade, uma fusão de diferentes danças diaspóricas, quilombolas, ancestrais e contemporâneas, a partir do corte transmitológico da história. Do Lundu ao funk, da África ao Rio. O corpo é uma festa”, enfatiza a atriz e compositora, 27, Taisa Machado.

Mas não só de música vive o grupo, as integrantes levam contação de história até as aulas, pois os movimentos reproduzidos pelo grupo são fundamentados na religiosidade e na fé. A atriz Renata Baista, 37, explica que com o conhecimento relacionado a dança, as alunas tendem a ter mais espontaneidade e a produzirem movimentos orgânicos. “As mulheres são muito inseguras com relação a dançar, claro, quando  não têm esse costume. Então nós primeiro usamos a história, lendas e itãns pra destravar as pessoas, e ao mesmo tempo fazê-las dançarem, entenderem, respeitarem e sacarem que é uma cultura muito antiga. Nosso show também tem essa característica forte de didática descontraída e empoderada”, diz.

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